Rosas

Rosas: saiba tudo sobre elas e como cultivá-las

Rosas rosas, rosas vermelhas, rosas brancas, rosas amarelas… a variedade de tons dessa belíssima flor é um dos principais motivos para que essa planta seja vista nos mais diversos locais. Em buquês para presentear, em buquês de noivas, na decoração de casamentos, formaturas… e para simplesmente decorar casas e escritórios.

Mesmo com a imensa variedade de flores que existem, hoje em dia, disponíveis em floriculturas e outros estabelecimentos, são elas as preferidas para grande parte de todas essas ocasiões. E quem pensa que todas as rosas são iguais está enganado, uma vez que podem ser bravas, trepadeiras, arbustivas, rugosas ou de canteiro.
Para saber quais são as principais características de cada grupo de rosas e obter dicas para cultivá-las em casa, confira esse artigo que traz tudo sobre essas flores e como tê-las de forma adequada em sua residência.

Rosas bravas

É a espécie mais antiga em relação aos demais tipos de rosas. Originalmente, elas se adaptam mais facilmente às temperaturas baixas rigorosas. Mas com os cruzamentos pelos quais passou ao longo do tempo, promovidos pelo homem, se tornou uma rosa que pode ser cultivada tanto em climas temperados quanto subtropicais.

É a espécie mais selvagem, sendo que no outono surgem os seus frutos. Já a floração aparece só uma vez por ano, característica essa pertencente a grande parte delas. Outra diferença está no fato de apresentarem somente cinco pétalas. As rosas bravas são perfeitas para cercas, podendo se tornar arbustos ou trepadeiras.

Rosas trepadeiras

Existem dois tipos delas, sendo que se diferenciam pelo modo como crescem. Dessa forma, a rosa trepadeira pode ser do tipo Rambler ou Climber. No primeiro caso, elas contam com ramos flexíveis e finos, os quais podem ter aspecto suspenso (e assim precisam de apoio, podendo ser pérgolas ou paredes) ou rastejante.

Já as flores aprecem apenas uma vez por ano, com pétalas pequenas e delicadas. Enquanto isso, a rosa trepadeira do tipo Climber contém ramos mais rígidos e consegue se manter suspensa mesmo sem apoio, podendo ainda chegar aos seis metros de altura. As flores também aparecem em cachos, mas são grandes e florescem durante o verão.

Rosas arbustivas

Em dimensões, assemelham-se às bravas, sendo que podem atingir os dois metros de altura ou mais, com o principal atributo de florirem durante todo o ano. Quando plantadas em jardins, se desenvolvem em pequenos grupos ou sozinhas. Já se forem cultivadas próximas a cercas, certamente, vão dar abrigo a pequenos animais.

Rosas rugosas

São mais resistentes e, por isso, indicadas para o cultivo. Também podem se apresentar em cachos, florindo só uma vez ou com mais frequência. As rosas rugosas podem ser totalmente rastejantes, porém, o mais comum é vê-las em pequenos arbustos.
Outras características comuns de apresentar são os caules retos ou arqueados. De qualquer forma, não ultrapassam os dois metros de altura.

Rosas de canteiro

São as rosas que exibem as maiores flores, com a vantagem extra de florescerem com alguma periodicidade. Entre essa espécie, é possível encontrar as roseiras denominadas “de chá”, que contam com hastes retas e longas, possuindo ainda flores que podem ter pétalas dobradas ou simples.
Há também as roseiras floribundas, originárias do cruzamento das poliantas e das híbridas de chá, sendo que suas flores em cachos podem apresentar distintos tamanhos. Por fim, as roseiras miniaturas florescem todo o ano e chegam até os 30 centímetros apenas.

Rosas Vermelhas
Rosas Vermelhas

Como plantar e cultivar rosas em casa

Embora o motivo para plantar rosas em casa, em geral, seja pela sua beleza, no momento de escolher uma espécie o mais importante é optar por aquela que se adapte melhor às condições que o seu espaço oferece. Além disso, algumas exigem mais cuidado do que outras, sendo necessário saber quanto tempo você tem para se dedicar a elas.

De forma geral, as rosas gostam de espaços ensolarados, o que significa que elas devem receber incidência solar direta por em torno de seis a sete horas todos os dias. O local deve ser ainda bem arejado com temperaturas entre os 25 e 30 graus. Isso vai garantir a floração adequada de cada espécie.

Preparativos

Antes de plantar a rosa no jardim, são necessários alguns preparativos, como fazer um buraco com 30 centímetros de extensão e mais 30 de profundidade. No seu fundo deve ser colocada uma colher de sopa de calcário dolomítico. Isso deve ser feito de oito a 15 dia antes e, no dia do plantio, fazer uma mistura com os seguintes itens:

  • 2 colheres de sopa de farinha de osso;
  • 2 colheres de sopa de composto orgânico;
  • 1 colher de sopa de fertilizante NPK 10-10-10.

Essa receita deve ser misturada à terra vegetal, a qual precisa estar rica em húmus e, de preferência, ser argilosa. Tudo isso forma o substrato ideal para o bom desenvolvimento da rosa. Outros cuidados na hora de plantar essa flor são os seguintes:
Roseiras que se desenvolvem como trepadeiras precisam ganhar uma inclinação, em torno de 20 centímetros em relação à parede ou aonde vão se apoiar;

Cultivo em Vasos

As rosas que possuem caule reto precisam ser plantadas com estacas para ajudar a se desenvolverem.
Depois de colocar a muda na cova, é preciso adicionar terra aos poucos, de modo a cobrir primeiro ao redor da raiz e, depois, preencher por completo, até tapar o buraco.
As rosas também podem ser cultivadas em vasos, sendo que nesse momento o mais importante é considerar o porte da espécie escolhida. É de extrema importância que a flor não se sinta apertada, por isso, é necessário buscar informações sobre o seu tamanho para escolher o vaso certo. Os mesmo cuidados com o solo são indicados nesse tipo de plantio.

Rosas Trepadeiras
Rosas Trepadeiras

Como regar as rosas adequadamente

A irrigação correta das roseiras é mais um cuidado importante para o bom desenvolvimento da planta e para garantir belas florações nas épocas em que isso deve acontecer. Dessa forma, é preciso saber que as rosas não apreciam água em demasia. Se receberem demais, facilmente podem ficar com as suas raízes muito úmidas, o que vai desencadear o aparecimento de diferentes tipos de pragas e doenças.

Por conta isso, para regar as roseiras, usa-se uma dica que não serve para a grande parte das plantas, que é a de molhá-la próximo do meio dia. Isso vai evitar que as raízes fiquem úmidas. Com essa prática, então, é possível evitar as principais doenças causadas por fungos que acometem essas plantas, que são a ferrugem, o míldio e o oídio.
Recomenda-se ainda que as roseiras sejam regadas duas vezes por semana, a não ser que a terra ainda esteja úmida, nesse caso, não é preciso molhá-la. No entanto, depois de plantar a muda até que ela dê a primeira floração, é necessário que ela seja irrigada todos os dias. Depois que as primeiras flores surgirem, as regas podem ser mais espaçadas.

Dicas para adubar rosas

A adubação é mais uma necessidade fundamental para o pleno desenvolvimento das roseiras. O fertilizante com a formulação NPK 10-10-10 é o ideal para elas, sendo que o mesmo deve ser aplicado uma vez a cada dois meses. No entanto, há quem diga que bastam de duas a três adubações por ano.

Nesse caso, a recomendação é que a primeira adubação seja realizada logo após a poda, que precisa ser anual, a segunda entre os meses de novembro e dezembro e, por fim, a terceira aplicação precisa acontecer no mês de janeiro ou fevereiro. Quem recomenda apenas as três adubações por ano costuma indicar ainda a adubação orgânica.

Ela é mais saudável para a planta, sendo que pode ser feita com composto orgânico, esterco animal, torta de mamona e farinha de ossos. De qualquer forma, ao adubar a roseira, o melhor é que o produto seja espalhado de uma boa distância da raiz e caule.
Já quando as suas rosas estão mais propensas a serem atacadas por fungos, indica-se ainda o uso de fungicidas logo que a primeira folha apontar.

Rosas Trepadeiras Brancas
Rosas Trepadeiras Brancas

Como e quando podar as rosas

Como já foi dito anteriormente, as roseiras precisam de poda uma vez por ano, dessa forma, é essencial saber quando é a época exata para essa prática. Existe um costume que aconselha as pessoas a podarem essas plantas nos dias 23 ou 24 de junho, sendo que esse último é o Dia de São João.

Superstição

Embora pareça só uma superstição, a questão é que a noite do dia 23 de junho é a mais longa, no hemisfério sul. Isso quer dizer que a poda é realizada na data que marca o que é considerado o fim da dormência das plantas, bem como o começo da brotação para a primavera.
Mesmo que essa técnica mostre bons resultados, não são os únicos dias que as rosas podem ser podadas. Inclusive nos lugares com temperaturas elevadas, os galhos secos, mortos e doentes das roseiras podem ser cortados entre os meses de junho e julho. Por outro lado, quem reside em regiões frias, o adequado é esperar para fazer a poda em agosto, caso contrário, os brotos podem congelar.

Primeira Poda

De qualquer forma, a recomendação é que a primeira poda seja feita apenas depois de um ano do plantio da rosa. Depois, portanto, a poda se torna anual. Já quanto ao melhor local para o corte, o certo é que seja bem embaixo, em torno de cinco nós acima da terra. E para uma melhor cicatrização, uma gota de própolis é o suficiente.

Todos esses cuidados devem existir na poda anual, também chamada de floração. No entanto, ao longo do ano, é possível fazer as chamadas podas de limpeza. Elas consistem em tirar as folhas e flores secas, a fim de estimular as novas florações. Nesse caso, é preciso cortar de duas a três folhas abaixo do botão, sempre na diagonal.
Isso pode ser feito semanalmente. Porém, a primeira poda de limpeza deve acontecer depois que houver a primeira floração. Uma dica para melhorar a ventilação da planta, evitar que os insetos apareçam e promover uma floração mais bonita é cortar o cabinho de cada flor junto com três pares de folhas sempre que a flor começar a despetalar.

Como funciona a reprodução das rosas

Estaquia é o nome da técnica usada com mais frequência para a reprodução das roseiras. Para tanto, é preciso seguir os passos abaixo:

  • Retira-se um galho de até 30 centímetros que esteja bem formado, porém, sem flores e com três pares de folhas;
  • Corta-se, na diagonal, a ponta, que deve ser espetada em uma mistura igual aquela indicada para fazer o plantio, sendo que não precisa ter o calcário;
  • A estaca deve permanecer em um espaço com luminosidade em abundância, porém, sem receber os raios solares de modo direto;
  • A rega não deve ser frequente;
  • Dentro de algumas semanas, haverá novos brotos, apontando a existência de novas raízes;
  • Depois de mais algumas semanas é necessário, então, fazer o replantio para o local onde a roseira vai ficar de maneira permanente.
Rosas Amarelas
Rosas Amarelas

Pragas existentes em rosas e como combatê-las

Além das doenças causadas pelos fungos, como ferrugem, míldio o oídio, existem outros problemas que pode afetar as rosas. Entre elas, outros são os seguintes:

  • Pulgões;
  • Ácaros;
  • Trips;
  • Larva minadora;
  • Cochonilha;
  • Pinta preta;
  • Mofo-branco;
  • Botrytis.

Assim como os inseticidas específicos podem ser úteis para eliminar essas pragas, existem receitas caseiras bastante eficientes e menos tóxicas. Para combater os insetos que atacam as suas rosas, você pode ferver 20 gramas de fumo de rolo em um litro de água, coar e colocar a solução em um borrifador e pulverizar na planta.

Também se pode fazer um inseticida natural com 50 gramas de ramos, folhas e flores de cravo de defunto, que devem ficar de molho por um dia em 50 ml de acetona. Depois, basta adicionar o álcool. A solução deve ser diluída em cinco partes de água, para então, ser borrifada nas roseiras doentes.
Outra receita que combate, principalmente, os pulgões pode ser preparada com 100 gramas de urtiga, que deve ser macerada e adicionada em um litro de água, onde vai ficar de molho por três dias.
Na sequência, é preciso coar a mistura e dilui-la em nove litros de água, assim, está pronta para ser pulverizada na planta atacada. O processo pode se repetir a cada duas semanas, sendo que essa receita tem validade de apenas três dias.

Rosas Brancas
Rosas Brancas

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