Orquídeas

Orquídeas

Principais espécies e dicas para florescerem

As orquídeas são hoje talvez a espécie de flor que mais reúne admiradores em todo o mundo. Isso não quer dizer que elas apenas são as plantas mais cultivadas em casa, mas também as responsáveis por um maior número de eventos que são realizados para promovê-las. Também é alta a quantidade de grupos de orquidófilos que se dedicam a cultivar essas flores.

Em parte isso pode ser explicado pela imensa variedade de espécies que existem, são mais de 25 mil orquídeas espelhadas pelo globo terrestre, sendo que a essa soma estão incluídas as espécies híbridas também. É possível ainda encontrar orquídeas nativas de diferentes países, inclusive, originárias do Brasil.

Conheça um pouco mais sobre a variedade de orquídeas com alguns exemplos a seguir:

Orquídea Borboleta

Orquideas phalaenopsis branca
Orquideas phalaenopsis branca

Pertencente ao gênero Phalaenopsis, é uma das orquídeas mais encontradas comercialmente no Brasil, embora tenha origem na Austrália e na Ásia. Assim, o que mais aprecia são calor e umidade, sendo indicado ainda receber apenas meia sombra, ou seja, não ser exposta diretamente ao sol. Se for cultivada dentro de casa é essencial luminosidade em abundância e, como diz o seu nome, as suas pequenas pétalas lembram exuberantes borboletas.

Orquídea Stanhopea tigrina

Orquídea Stanhopea tigrina
Orquídea Stanhopea tigrina

É uma espécie encantadora, pertencente ao gênero das Stanhopeas e nativa das regiões montanhosas do México. Dessa forma, se adapta melhor a lugares de clima temperado com umidade do ar elevada. Embora as suas flores durem pouco tempo após a floração, são inesquecíveis, não só pela beleza única, mas também devido ao perfume que exalam. Além disso, exige espaço amplo, pois as suas flores se desenvolvem em cachos esparsos.

Orquídea Brassocattleya Pastoral Innocence

Orquídea Brassocattleya Pastoral Innocence
Orquídea Brassocattleya Pastoral Innocence

Essa é uma espécie híbrida, sendo que além de contar com a combinação de outras espécies também é mais resistente, assim como as demais flores desse tipo. Portanto, quem deseja cultivar orquídeas em casa consegue com mais facilidade. Desenvolvida no Brasil, nos anos 60, possui um encantador tom branco, por isso, é bastante usada na decoração de casamentos, além de contar com grandes pétalas.

Orquídea Laelia Purpurata

Orquídea Laelia Purpurata
Orquídea Laelia Purpurata

Mais uma espécie brasileira, de beleza única, também é chamada de Cattleya purpurata ou Princesa do Sul, porque combina com as temperaturas amenas. É, inclusive, nos meses frios que a planta floresce, quando apresenta as suas delicadas flores nos tons de púrpura e branca. Assim como a maioria das orquídeas também aprecia alta luminosidade, ambiente arejado e úmido.

Orquídea Bifrenaria Harrisoniae

Orquídea Bifrenaria Harrisoniae
Orquídea Bifrenaria Harrisoniae

Do gênero Bifrenaria, possui diferentes espécies, todas encantadoras, sendo que a Harrisoniae é facilmente encontrada em vários estados brasileiros. Também é vista em tonalidades e formas diversas, sendo a cor branca mais frequente, além da amarela e do rosa. São pequenas, delicadas e costumam florescer em grupos de dois ou quatro exemplares. Porém, é uma espécie pouco comercializada, mas em exposições e orquidários é fácil achá-la.

Orquídea Beallara Tahoma Glacier

Orquídea Beallara Tahoma Glacier
Orquídea Beallara Tahoma Glacier

 

Também conhecida como Cambria, essa orquídea é mais uma híbrida, consequência da combinação de diferentes espécies. Pertencente ao gênero Beallara, é uma planta que cresce rapidamente e pode oferecer belíssimas flores depois de um ano de cultivo. Por ser híbrida, é fácil de ter em casa, desde que receba os cuidados adequados.

Orquídea Cattleya Labiata

Orquidea Catleya Labiata
Orquidea Catleya Labiata

Diferente de muitas orquídeas que preferem as temperaturas amenas, essa espécie gosta de calor, sendo que ocorre no nordeste brasileiro, o que lhe confere o nome de Rainha do Sertão. Além de dar origem a muitas espécies híbridas, também exala um delicioso perfume e floresce no final do verão. Suas pétalas são delicadas embora grandes, podendo aparecer nas cores branca e laranja, embora o mais comum sejam os tons rosa e lilás.

Orquídea Miltônia Spectabilis

Orquídea Miltônia Spectabilis
Orquídea Miltônia Spectabilis

É outra espécie que foge das características mais comuns das orquídeas, pois diferente de muitas outras, ela não precisa de tanta luminosidade e, por isso, combina com as residências que não podem oferecer a quantidade de luz que as demais exigem. Originária do Brasil, essa orquídea possui estonteantes pétalas que costumam combinar o branco com tons de rosa e lilás. Suas grandes flores podem ser vistas ainda na cor vermelha.

Orquídea Maxillaria Schunkeana

Orquídea Maxillaria Schunkeana
Orquídea Maxillaria Schunkeana

Mais uma espécie que se destaca e, dessa vez, por conta das exóticas pétalas negras que exibe, o que lhe rendeu o nome de Orquídea Negra. No entanto, trata-se de uma espécie bastante rara, mesmo que seja encontrada em alguns estados brasileiros. Para crescer saudável precisa de temperaturas mais quentes e luz solar só indireta.

Orquídea Acianthera Saurocephala

Orquídea Acianthera Saurocephala
Orquídea Acianthera Saurocephala

Mais uma espécie diferenciada, dessa vez não pela cor de suas pétalas, mas sim, pelo formato, que são ovaladas e alongadas, assemelhando-se a amêndoas. A floração acontece no inverno, sendo que cada haste, todas muito longas, apresenta uma grande quantidade de flores de tons escuros. Nas condições certas, é fácil de cultivar.

Dicas para irrigar a sua orquídea

Mesmo que as orquídeas embelezem os ambientes mesmo sem estarem floridas, são as suas flores inegavelmente que mais atraem as pessoas que desejam ter essas plantas em casa. Além dos cuidados com luminosidade, temperatura e ventilação, o que vai depender principalmente de cada espécie, existem outras dicas cruciais.

Entre elas, a forma adequada de irrigar a sua orquídea. Além de saber a quantidade de água que a sua espécie precisa, o que vai influenciar diretamente no número de regas semanais, é preciso conhecer o modo certo de molhá-la. A técnica consiste em irrigar de modo abundante e orquídea, até que o excesso de água comece a sair pelos furos do vaso.

Mesmo depois que esteja saindo água pelos furos é possível molhá-la mais um pouco, de forma que isso ajude a limpar o seu substrato, onde se acumulam os sais. Essa rega abundante também tem a função de ajeitar o substrato no vaso, colaborando com o enraizamento adequado.

É necessário ainda observar a sua planta para saber se ela está sendo regada da melhor maneira. Quando isso não acontece, aparecem alguns sintomas, como é o caso das raízes que ganham uma coloração marrom, indicando que a sua orquídea foi irrigada em excesso, o que também é um problema.

No entanto, se as raízes apresentarem-se na cor esbranquiçada ou acinzentada, então, é porque a planta está recebendo menos água do que precisa.

Dicas para adubar corretamente orquídeas

A adubação também é essencial para que a orquídea se desenvolva de forma adequada e dê belíssimas flores. Para tanto, pode ser preciso adquirir mais de um produto, para garantir à planta todos os nutrientes que precisa. Há quem diga que é melhor oferecer o adubo mineral, encontrado na formulação NPK – nitrogênio, fósforo e potássio.

Porém, existem pessoas que defendem a adubação orgânica, mais trabalhosa, porém, mais saudável, devido à variedade de nutrientes que oferece. Juntando as duas ideias, especialistas recomendam uma adubação completa combinando ambos os produtos. Assim, podem-se oferecer a sua orquídea os fertilizantes NPK e complementar com os orgânicos.

De qualquer forma, é essencial saber que dosagem usar de cada adubo ou fertilizante ao fazer a adubação da planta, pois o excesso pode comprometer o seu bem estar. Por isso, antes de aplicar o produto, leia atentamente as recomendações da embalagem. Confira abaixo qual a importância de cada nutriente para as orquídeas:

Nitrogênio: essencial para o bom desenvolvimento da planta, inclusive, para seus brotos e folhas. Esse mineral confere ainda o tom verde das folhas.

Fósforo: tem papel fundamental no desenvolvimento das raízes, bem como das flores. Já para notar a sua deficiência, é possível verificar manchas vermelhas nas folhas verde-escuras. Enquanto isso, o excesso causa folhas e hastes amolecidas.

Potássio: responsável por tornar a orquídea mais rígida, além de ajudar no seu enraizamento e na formação de brotos. Quando as folhas ficam murchas e apresentam manchas escuras pode ser sinal da falta do nutriente.

Cálcio: ajuda no desenvolvimento principalmente das raízes, tendo papel fundamental ainda para a eficiente absorção do nitrogênio. Também reduz a acidez no solo e, na sua falta, a planta fica murcha.

Ferro: fortalece a orquídea, evitando o aparecimento de pragas e doenças.

Níquel: regula a absorção de ferro pela planta.

Magnésio: também é de grande importância na absorção de nutrientes, além de ajudar as sementes a germinarem. Quando deficiente, as folhas mais antigas ganham manchas amarelas de formato irregular e caem.

Cloro: também serve para ajudar a planta a absorver os demais nutrientes.

Cobalto: torna mais eficiente a absorção de nitrogênio pelas raízes.

Cobre: é mais um mineral que colabora com a absorção de nitrogênio.: atua no metabolismo do nitrogênio.

Enxofre: folhas amarelas, pálidas e enrugadas, bem como bulbos muito finos remetem à deficiência desse nutriente.

Boro: tem papel importante na floração e desenvolvimento das folhas.

Zinco: ajuda no desenvolvimento da planta.

Manganês: promove a respiração celular adequada.

Maneira ideal de podar as suas orquídeas

A poda é mais um aspecto importante na hora de cultivar orquídeas em casa com sucesso, sendo que existem muitas dúvidas a respeito desse tema. Também há opiniões variadas, como a necessidade ou não de podar a planta, sendo que mesmo quando uma haste parece estar morta dela pode surgir uma nova haste, da onde brota a floração.

Nesse sentido, indica-se fazer o corte de uma haste apenas quando estiver totalmente seca e não apresenta nenhuma possibilidade de dar origem a uma nova haste. Já quando se decide pelo corte é fundamental contar com tesoura de poda bem esterilizada e afiada, respectivamente, para evitar a contaminação por fungos e para um corte eficiente.

O momento mais indicado para fazer a poda de espécies com hastes é depois da floração e o local certo é após o terceiro nó da haste, em torno de dois a quatro centímetros acima. A ideia do corte é remover a parte morta para que seja possível surgir rebentos novos da parte que ainda está saudável.

Quanto às orquídeas que florescem durante todo o ano, a poda deve ocorrer no período de seca. Já para cicatrizar de modo apropriado o local cortado, recomenda-se polvilhar um pouco de canela em pó, pois se trata de um antibacteriano que vai evitar o surgimento de pragas.

Veja como montar um orquidário

Quem gosta de cultivar orquídeas pode montar um orquidário em sua residência, se houver espaço, sendo possível construir espaços pequenos e bem maiores de acordo com a área disponível. Em geral, um orquidário bem feito conta com uma estrutura de telado, isto é, uma cobertura em tela para proteger as plantas.

A estrutura pode ser feita de muitos materiais, inclusive, alvenaria, alumínio, aço ou mesmo de madeira. Assim, é construída a estrutura, de acordo com o espaço disponível e, depois, as laterais e o telhado recebem plástico agrícola para proteger da chuva e, em cima, as telas de sombreamento.

Para ficar tudo bem fixado, é preciso que esses materiais sejam esticados e presos à estrutura, para não caírem. Outro cuidado ao fazer um orquidário é o de montá-lo de modo que a posição solar favoreça o crescimento das plantas. Já que em geral as construções são feitas em retângulo, recomenda-se que fiquem voltados para o norte e para o sul as laterais menores.

Também é indicado que a estrutura não tenha menos de 2,5 metros, caso contrário, pode haver pouca circulação de ar, prejudicando as orquídeas. Outra dica é que a estrutura do telado seja um pouco inclinada para evitar o acúmulo de água da chuva. Já dentro do orquidário é preciso que haja um tipo de bancada para colocar as plantas.

O material para construir essa parte pode ser o mesmo usado para a estrutura do orquidário. Conforme o espaço é possível fazer uma única bancada grande ou várias pequenas. De qualquer modo, se houver mais de uma, o ideal é que elas fiquem no formato de escada, para que todas recebem a mesma quantidade de luz.

Quem possui pouco espaço vai ter que se contentar com um número reduzido de plantas, pois elas não podem ficar amontoadas, o que vai atrapalhar o seu pleno desenvolvimento. Nesse sentido, é possível economizar espaço fazendo o orquidário junto a uma parede, sendo que nela é possível pendurar algumas espécies.

É preciso ainda de espaço suficiente dentro do orquidário para acessar todas as plantas, a fim de regá-las e adubá-las de forma adequada. Com todos esses cuidados é possível cultivar as mais belas orquídeas e se encantar a cada nova floração que elas exibirem.

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